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Serial - Quim lyrics

[Verso 1]
Ele nasceu no Porto no Hospital São João
Antes de ser baptizado já era sócio do Dragão
O Pai dele era o Nando mas ele ficou-se por Quim
A Mãe bulia por turnos da Rua do Bonjardim
Com poucos meses falou e soletrou P.u.t.a
Até a Avó lhe roubava as papas de Cerelac
Que a cota comia a ouvir a rádio romântica
Baladas do Toni de Matos são partes da sua infância
Tinha um brinco de ouro que o irmão o roubou
Faz sentido foi o próprio que a orelha o furou
Em frente ao retrovisor dum Citroen Ax
Era o que tinha desmarcado por baixo do beliche
A kitchenette era um antro de grunhos a partir telas
O seu bairro era isolado como ilhas dos arquipélagos
Sair de lá era mentira tinha que se ir a buts
Passar por prédios uma bouça e duas escalas no bus

[Refrão x2]
Era uma vez um sócio que conheci
Tinha outro andamento o seu lugar não era aqui
O nome dele era Quim e não mandava recados
Fazia a festa com pouco o que o tornava engraçado

[Verso 2]
Ele parava no Rocks e com as betas da Foz
á tarde treinava boxe á noite comprava pó
Infiltrava-se em qualquer meio já estava a ficar patrão
Cantava sempre de galo pois tinha mais protecção
Contactos até da moda vendia coca ao Serrão
Ligavam-lhe a pedir sheilas para os estágios da selecção
Já estava com outra pausa deixou o papel de peixinho
[Lyrics from: https:/lyrics.az/serial/-/quim.html]
Tinha um iate no Algarve e um terreno no Minho
Feiras vinho roupas de linho e Domingos de hipismo
De Verão surfava á noite praticava alpinismo
Estava na casa dos 30 andava de roda no ar
Até conhecer a Cátia e decidir assentar...

[Outro]
"Oh mor... gostastes? .... Gostei..."

[Verso 3]
Casou teve 3 filhos acabou-se o glamour
Estava efectivo e farto de montar placas pladour
Em vez dum maço numa noite só parou no Sá Carneiro
Tinha um control na Holanda dum mano do Lagarteiro
E foi para lá em low-cost para trabalhar numa estufa
Curtiu comeu de tudo desde rolhas a fufas
Instalou-se num bungalow até apranchar-se a uma loira
Meio metro mais alta do que ele feia mas grande toura
No emprego chamavam-lhe o "portuguese"
No dia do pagamento faltava para dar uns snifs
Na coffee queria dar micos aos filtros que eram de graça
Mas nunca se embaraçava mandava-se sempre para a praça
O fim é assim nunca mais vi o Quim
Provavelmente ele nem se lembra de mim
Tornou-se um cidadão do Mundo no fundo nunca mudou
Tentou esquecer quem era mas o bairro nunca o deixou

[Refrão x2]
Era uma vez um sócio que conheci
Tinha outro andamento o seu lugar não era aqui
O nome dele era Quim e não mandava recados
Fazia a festa com pouco o que o tornava engraçado

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