[PRASO] Deus não reclames com os decibéis dos drums Eu faço isto para abafar o ruído dos reclames Terror, mentira e vaidade Eu mantenho-me à parte até que tu me chames Sem planos não estudo mas não falho em exames Nunca conversámos nem agora nem antes Há quem tenha fé, há quem acredita em jantes Mesmo que não jante feliz fica com Implantes TV faz ignorantes Teorias interessante em adolescentes Os teus caminhos são aliciantes Mas os pecados que vejo são viciantes Eu não tenho muito e não quero o gratuito Só quero saúde e ter algum intuito Consciência tranquila quando me deito Um sample perfeito, o real eu aceito Os meus são cúmplices eu não sou incriminado Eu sei que não é comigo que tens estado preocupado Na minha estadia não serás incomodado Dá-me só a morada dos que já chegaram para eu morar ao lado Os outros não singram porque não sangram pelos seus Poesia é imortal ao contrário de ateus Castelos de areia não serão arranha-céus À porta dos céus ou no banco dos réus
[MONTANA] Não peço tudo só quero o que é meu Justiça aguentou, lutou mas morreu Uns na prisão mano outros no céu Exemplos que me afastam do banco dos réus Não me preocupo com quem está por cima Ate os maiores um dia são cinza Observo, aprendo, vou subindo na vida Onde a escuta não grava e a câmara não filma Crime não compensa, mas dá-te comida Uns ténis novos, melhora-te a vida Abre janelas, mostra-te a saída Paga-te as conta e ajuda a família Mas será que vale o risco? Dinheiro não é felicidade mas pensa nisto Preferes ser um infeliz pobre, ou um infeliz rico Um doente sem nada, ou um doente com guito Mas sem liberdade de nada serve Relógio não anda, se não é isto que queres Se gostas de voar, fica onde estiveres Pensa no que disse e faz o que entenderes E quem te espera tu chamas mulher Ao colo de algum numa casa qualquer Dentro da boca foi onde ela meteu As saudades que tinha de tudo o que era teu